Capítulo 23: Nova capitã da Normandy
Shepard se dirige imediatamente para a cabine do piloto. Ao se aproximar de Joker, ele diz:
- Eu ouvi o que houve com o Capitão Anderson. Sobrevive uma centena de batalhas, e então é atingido por políticas secretas. Só se cuide, Comandante. Se as coisas forem mal nessa missão, você é a próxima da lista de corte.
- O Capitão Anderson deveria estar no comando. É como se eu estivesse roubando a nave dele.
- É, o Capitão foi ferrado. Mas não é como se você pudesse ter evitado isso. Ninguém está te culpando. Todos nessa nave apoiam você, Comandante. Cem por cento. O intercomunicador está aberto. Se você tiver algo a dizer para a tripulação, agora é a hora.

Shepard acena com a cabeça, concordando. Ela aperta o botão para ligar o comunicador.
- Essa é a Comandante Shepard falando. Nós temos nossas ordens: encontrar Saren antes que ele encontre o Condutor. Não mentirei a vocês, tripulação. A missão não será fácil. Por tempo demais nossa espécie ficou separada das outras. Nossos inimigos sabem que estamos chegando. Quando formos para o Traverso, os seguidores de Saren estarão nos esperando. Mas nós estaremos prontos para eles também. A humanidade precisa fazer isso. Não só pelo nosso bem, mas pelo bem de cada outra espécie do Espaço da Cidadela. Saren deve ser parado, e eu prometo a todos vocês... Nós iremos pará-lo!
- Bem falado, Comandante. O Capitão teria orgulho. – Joker diz após desligar o comunicador.
- O Capitão entregou tudo para que eu pudesse ter minha chance. Nós não podemos falhar.
- Sim, senhora!
- Como a Normandy está? Ela é tudo que disseram ser?
- Ela é a melhor nave da frota... Se você tiver um piloto que saiba lidar com ela. O equilíbrio não é o que você esperaria. Leva um tempo para se acostumar com aquele núcleo do motor que temos nos fundos. A potência dela pode surpreender você se não tiver cuidado. A Normandy é provavelmente nave demais para seu piloto da Aliança comum, Comandante. Para sua sorte, sou muito mais que comum.
- Não estou tentando te deixar desconfortável. Eu tenho que ir.
- Certo. Até mais.
[(Mais deste diálogo? Por que Joker não sai da cadeira?)]
Shepard sai da cabine do piloto, passando pela ponte. Saúda todos que a observam passar, e desce as escadas para o refeitório. Lá, se aproxima de Kaidan, que sorri.
- Algo que você precise, Comandante? – ele pergunta.
- Só tentando perceber onde a tripulação está. Pensamentos?
- Eu desperdicei o bastante de seu tempo por ora, Comandante. Vamos ter tempo para conversas pessoais depois.
- Qual sua opinião sobre a última missão?
- Eu não vejo como poderíamos ter feito melhor. Pelo menos não sem ter chegado a Eden Prime antes. E estávamos no local mais rápido do que qualquer outra nave da Aliança poderia ter estado.
- Nos falamos outra hora, Tenente.
Ela segue para o elevador, descendo para o porão. Lá, observa Garrus utilizando um computador perto do Mako, o veículo para exploração de planetas, Wrex encostado na parede perto do elevador, e Ashley cuidando das armas próxima aos armários. Ela se dirige ao turian, sorrindo.
- Obrigado por me trazer a bordo, Comandante. Eu sabia que trabalhar com um Espectro seria melhor do que a vida na C-Sec.
- Você já trabalhou com um Espectro antes?

- Bem, não. Mas eu sei como eles são. Espectros fazem suas próprias regras. Você é livre para cuidar das coisas do seu jeito. Na C-Sec, você é enterrado por regras. Os malditos burocratas estão sempre atrás de você.
- Na maior parte do tempo, as regras estão lá por um motivo.
- Talvez. Mas às vezes parece que as regras só estão lá para evitar que eu faça meu trabalho. Se estou tentando prender um suspeito, não deveria importar como eu faço isso, desde que eu faça. Mas a C-Sec quer que seja feito do jeito deles. Protocolo e procedimentos vem primeiro. Por isso eu saí.
- Então você saiu porque você não gostava de como eles procedem?
- Tem mais do que isso. Não começou mal, mas à medida que subi de cargo, eu fui enterrado com mais e mais fita vermelha. A forma que a C-Sec lidou com Saren foi típica. Eu não podia mais aguentar. Eu odeio ir embora...
- Eu espero que você tenha feito a escolha certa. Eu odiaria que você lamentasse depois.
- Bem, esse é um dos motivos que me uni a você. É uma chance para eu sair da Cidadela, ver como as coisas são feitas fora da C-Sec. De qualquer forma, eu planejo tirar o melhor disso. E sem a chefia da C-Sec olhando sobre meu ombro, bem, talvez eu possa fazer o trabalho do meu jeito para variar.
- Se fazer o trabalho quiser dizer deixar pessoas inocentes em perigo, então, não. Nós fazemos o trabalho bem feito, não rapidamente. – Shepard interrompe, ríspida. – Entendeu?
- Eu não estava tentando... Eu entendo, Comandante.
Garrus se cala então, voltando sua atenção para o computador. Shepard dirige-se à Wrex, que a cumprimenta.
- Bela nave que você tem, Shepard. O que posso fazer por você?
- Qual é sua história, Wrex?
- Não tem história. Vai perguntar a quarian se quiser histórias.
- Vocês krogans vivem por séculos. Não me diga que não teve algumas aventuras interessantes.
- Bem, teve essa vez que os turians quase destruíram toda nossa raça. Isso foi divertido.

- Eu ouvi falar. Você sabe, eles quase fizeram o mesmo conosco.
- Não é a mesma coisa.
- Parece a mesma coisa para mim.
- Então suas pessoas foram infectadas com uma mutação genética? Uma infecção que faz somente algumas em milhares de crianças sobreviverem ao parto? E eu suponho que esteja destruindo toda sua espécie?
- Eu acho que não é a mesma coisa... – Shepard se desculpa.
- Não espero que você entenda, mas não compare o destino da humanidade com a dos krogan.
- Eu só estava tentando puxar conversa. Não queria te chatear.
- Sua ignorância não me chateia, Shepard. Quanto aos krogan, desisti deles há muito tempo. O genophage nos infectou, mas não é o que está nos matando.
- Até mais, Wrex.
- Shepard. – Wrex acena com a cabeça.
[(Mais deste diálogo? O que é o genophage?)]
Ela se dirige à Ashley, que está ao lado.
- Qual é sua opinião quanto a última missão?
- Meio que gostaria que você tivesse chegado antes, Comandante. Sem ofensas. Eu agradeço o resgate. Eu só queria…
- Você queria que tivéssemos conseguido salvar o resto da sua unidade.
- Sim, senhora. Se eu estivesse mais alerta, nós não teríamos sido cortados por uma emboscada.
- Os geth são perfeitos em emboscadas. Eles não se movem, não fazem barulho... Eles nem respiram.
- Senhora, eles tem lanternas na cabeça. Eu farei questão que não aconteça de novo.
- Você tem alguns minutos para conversar?
- Desculpe, Comandante. Preciso fazer minhas tarefas. Não me importaria de conversar mais depois.
- Dispensada, Chefe.
Ashley a saúda, e Shepard segue para a Engenharia, atrás do elevador que usou para descer. Tali se encontra no recinto, olhando para o núcleo do motor. A Comandante se aproxima.
- Sua nave é impressionante, Shepard. Eu nunca tinha visto um núcleo do motor como esse. Eu não posso acreditar que vocês conseguiram colocá-lo em uma nave tão pequena. Estou começando a entender porque vocês humanos tem sido tão bem sucedidos. Eu não fazia ideia que os veículos da Aliança eram tão avançados!
- A Normandy é um protótipo. Tecnologia de ponta.

- Um mês atrás, eu estava consertando uma linha de combustível em um navio pirata convertido na flotilla. Agora estou sentada a bordo de um dos mais avançados veículos no espaço da Cidadela. Eu tenho que te agradecer de novo por me trazer. Viajar em uma nave como essa é um sonho virando realidade para mim.
- Tenho que ir.
[(Mais deste diálogo? Cultura quarian? História com os geth?)]
Shepard se afasta, voltando para a ponte. Lá, ela estuda o mapa da galáxia, analisando os planetas do aglomerado de Artemis Tau para encontrar a escavação Prothean onde a Dra. Liara T’Soni deve estar.

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial