Capítulo 1 - Normandy: Parte 2
Shepard concorda com a cabeça e dirige-se para a sala de comunicação, localizada atrás do Mapa da Galáxia. Ao entrar no deque, ouve uma conversa entre dois tripulantes:
- Ele é um Espectro. Eles estão sempre em uma missão. – diz o Engenheiro Adams pelo comunicador.
- E estamos sendo arrastados junto a ele! – responde, irritado, o navegador Pressly.
- Acalme-se Pressly. Você vai acabar com uma úlcera. – Adams diz, desligando o comunicador.
A Comandante se aproxima. O navegador Pressly é um homem careca, por volta de seus quarenta anos, concentrado nos seus mapas. Ao vê-la se aproximando, a saúda.
- Congratulações, Comandante. Parece que tivemos uma viagem tranquila. Está indo ver o capitão?
- Parece que você não confia em nosso amigo turian. – ela constata.
- Desculpe Comandante. Só estava conversando com Adams lá da engenharia. Não quis causar problemas. Mas você tem que admitir que há algo estranho nessa missão. Toda a tripulação pode sentir.
- Você acha que a central da Aliança está escondendo alguma coisa de nós?
- Se tudo o que deveríamos fazer é testar o sistema de invisibilidade, por que o Capitão Anderson está no comando? E tem o Nihlus. Espectros são operadores de elite. Agentes ultrassecretos. Por que mandar um Espectro – um Espectro turian – em uma missão de exploração? Não faz sentido. – Pressly balança a cabeça, inconformado.
- O que você sabe sobre o sistema de invisibilidade? – Shepard pergunta
- Ele esconde nossa localização de scanners e sensores. Tecnologia de ponta. A Normandy é a única nave com esse protótipo. Mas por que temos a tripulação completa? Uma tripulação esqueleto seria mais barata. Menos chances de vazamento de segurança, também. Além do mais, tem o Nihlus. É muito óbvio que essa exploração só está encobrindo algo.
- Como o que?
- Ah se eu soubesse, Comandante. Estamos aqui sob falsos motivos. Não gosto de ser deixado no escuro.
- Você tem algum problema com o Capitão?
- Não senhora! Mas eu não consigo entender o que ele está fazendo aqui. O Capitão Anderson é um dos mais condecorados oficiais das Forças Especiais em serviço. Se derretesse todas as suas medalhas, ele poderia fazer uma estátua em tamanho-real dele mesmo. Você não manda um soldado assim em uma missão onde não há riscos. Ele está tratando essa exploração de uma forma muito séria. Algo grande está acontecendo.
- Você não confia em Nihlus.
- Eu não gosto de turians em geral. É de família. Meu avô lutou na Guerra do Primeiro Contato; perdeu muitos amigos quando os turians nos atacaram.
- Isso foi há trinta anos. Você não pode culpar Nihlus por isso.
- Não, acho que não. Mas ainda me deixa nervoso ter um Espectro a bordo, principalmente um turian. Somos um veículo da Aliança, militares humanos. Mas Nihlus não responde ao capitão como o resto de nós. Espectros operam fora da cadeia de comando tradicional. E eles nunca acompanham simples missões de exploração. Ele está esperando alguma ação pesada. Não gosto disso.
- Vou tentar obter algumas respostas quando eu o vir.
- Boa sorte, Comandante.
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